AUTISMO

  • DEFINIÇÃO

A palavra autismo, de acordo com diferentes dicionários, nos remete à ideia de desligamento da realidade; pessoas voltadas para si mesmas. O termo autista vem da designação dada a certos comportamentos apresentados por pessoas esquizofrênicas na década de 1930. Foi atribuído à condição que hoje conhecemos como TEA, pela primeira vez, por Hans Asperger, em 1938, na Áustria, para descrever a personalidade de um grupo de meninos que ele vinha estudando. Asperger a chamou de personalidade autista.

 

A expressão já existia e era utilizada na época pela psiquiatria. O médico esclareceu na ocasião que, apesar da palavra no jargão psiquiátrico ser usada para designar comportamentos exibidos por pessoas com esquizofrenia, não se tratava do mesmo caso. Ele a utilizou porque a mesma caracterizava a tendência do indivíduo a alhear-se do mundo exterior e ensimesmar-se manifestada através do retraimento social, preferência por isolamento e interrupção na comunicação das crianças.

 

Cinco anos depois nos EUA, em 1943, Leo Kanner utilizaria a palavra autismo para denominar um comportamento que lembrava aquele apresentado na esquizofrenia, mas, como também fez questão de apontar, diferenciava-se dela. Segundo ele, dois diferenciais relevantes estavam presentes no autismo ao qual se referia: a condição se apresentava em crianças pequenas de até dois anos e não vinha acompanhada por alucinações.

 

Ao observar crianças internadas numa instituição, Kanner percebeu que o comportamento de um grupo delas diferenciava-se dos demais. Tais crianças estavam sempre distanciadas das outras e pareciam manter uma relação não funcional com os objetos, inclusive brinquedos. Em 1949, Kanner passou a classificar esta condição como uma síndrome, e referir-se à mesma pela denominação de Autismo Infantil Precoce.

 

As principais características descritas pelo psiquiatra continuam nos dias de hoje servindo de base para o diagnóstico do autismo. São elas: dificuldade de estabelecer contatos interpessoais, desejo obsessivo de manter uma rotina, fixação por objetos, alterações na linguagem.

 

Atualmente um dos sistemas de classificação mais utilizados na realização do diagnóstico, o DSM V (Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders) de 2013, nomeia essas alterações Transtornos do Espectro Autista (TEA). O transtorno é acompanhado comumente de numerosas outras manifestações inespecíficas, por exemplo, fobias, perturbações de sono ou da alimentação, crises de birra ou agressividade.

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